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DOENÇA DE PARKINSON

 

Caro Dr. Ricardo Di Bernardi, que tipo de influencia pode ter o exercício da mediunidade com alguém que tenha Doença de Parkinson. Poderá haver alguma relação entre uma e outra coisa? Deve frequentar reuniões mediúnicas e dar passe?
 

Miguel Mendes, Matosinhos, Portugal



A doença de Parkinson é uma alteração neurológica na qual a pessoa treme as mãos ou outras partes do corpo, como o rosto, de forma incontrolável. Este fenômeno, aos menos avisados ou que desconhecem a enfermidade, gera, às vezes, curiosidade às vezes outros sentimentos e emoções, como piedade, receio, dúvida etc. Em função disto deve-se ter um cuidado e respeito maiores para expor um trabalhador parkinsoniano na casa espírita. Não significa isto que não deva trabalhar. Como qualquer outra patologia, a lesão ou deficiência neurológica está a espelhar ou exteriorizar uma deficiência perisipiritual, esta por sua vez decorre de alterações em regiões mais profundas do espírito que necessitou renascer tendo assim oportunidade de drenar ou eliminar esta dificuldade através de sua expressão no corpo biológico. Portanto, sempre frisamos, não se trata de qualquer tipo de castigo mas de drenagem energética ou seja de libertação.

O tratamento deve ser feito com neurologista e, em alguns casos, se associar tratamento médico de outras especialidades. Se é verdade que, a AÇÃO de trabalhar mediunicamente com seriedade, portanto em benefício do próximo, determinará uma resposta ou REAÇÃO da natureza (Lei Cósmica), gerando um benefício para o atuante, é também verdade e importante salientar: O exercício da mediunidade, por si só, não é a solução para qualquer problema de saúde. Isto é, não podemos entender que o simples fato de aplicar passes, ou trabalhar mediunicamente determinará a cura. Há que se buscar o tratamento especializado.

No entanto, exercer a mediunidade com orientação, com amor e dedicação ao trabalho, será, sempre, uma atitude construtiva que poderá trazer frutos positivos em qualquer dificuldade que tenhamos, inclusive doença de Parkinson. Por outro lado, no intuito de tirar qualquer dúvida: O exercício da mediunidade ou o trabalho com passes, não provoca Parkinson. O paciente cometido de doença de Parkinson, conforme o grau de gravidade da doença, poderá, ou não, trabalhar publicamente com o passe, depende de cada caso. Não podemos assumir uma posição radical. Devemos observar que a intensidade mais séria da doença poderá assustar crianças, ou gerar dúvidas, sobre um público leigo. Nos casos leves, nada impede que aplique passes. Particularmente, no seio familiar ou entre os trabalhadores da casa, nada contra-indica ou impede que alguém com Parkinson aplique passes; a orientação é a mesma que se dá a qualquer outra pessoa. Deverá estar em harmonia, com estabilidade orgânica e psicológica no dia que for trabalhar. Quanto ao frequentar sessão mediúnica são os mesmos critérios. Deve-se oportunizar o trabalho mas observando o estado geral, o momento, o desconforto que exista, a harmonia e o público. Se a sessão mediúnica for à portas fechadas, (como é o correto) as limitações são menores.
 

Abraço fraterno.
 

Dr. Ricardo di Bernardi

 

Texto publicado no "Jornal de Espiritismo" na coluna "Medicina e Espiritualidade", em parceria com AME Porto.

 
 

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