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O médico responde

CRIANÇAS INDIGO
Caro doutor Ricardo di
Bernardi, o senhor poderia nos dizer o que a doutrina espírita pensa das
“crianças índigo”.
Maria Madalena, Vila Franca
de Xira
Trata-se de uma terminologia não-espírita, referente às crianças que,
nas últimas décadas, tem nascido dotadas de maior percepção, maior
inteligência, maior sensibilidade psíquica.
Há quem se refira a estas crianças, em alguns grupos espíritas, como
crianças do terceiro milénio, ou outras expressões.
Sabemos que há um projecto, da dimensão extrafísica superior, para que a
Terra seja promovida à morada de espíritos mais evoluídos, deixando a
classificação de "planeta de provas e expiações " para se tornar um
"planeta de regeneração". Apesar de ser um rótulo antigo e uma
terminologia do século XIX retrata um plano da espiritualidade superior
que tem dois aspectos distintos e complementares:
1- Transferir do nosso astro, neste novo milénio – em 1000 anos – os
habitantes que se comprazem no " mal ", para outro astro menos evoluído.
2 - Este projecto também apresenta um outro lado da moeda, ou seja, a
reencarnação de espíritos mais lúcidos, inteligentes e amorosos que são
as ditas crianças do terceiro milénio. São, portanto, espíritos mais
experientes, logo mais irrequietos e questionadores porém com maior
bagagem nos porões de seu inconsciente.
No entanto, convém lembrar que sejamos mais evoluídos, ou não, ao
reencarnarmos necessitamos que alguém nos ensine, novamente, os
rudimentos do relacionamento social, do comportamento ético, e até como
nos comportarmos frente a higiene.
Digo isto porque há quem trate estas crianças de modo diferente o que é
um grave erro. Ao renascermos estamos nos expressando por um corpo
biológico e um cérebro com limitações da faixa etária e como tal
devemos, enquanto crianças, ser submetidos a disciplina, embora sempre
temperada com muito carinho. Crianças Índigo, ou não, serão
adolescentes, que podem perder a tonalidade de sua coloração psíquica
passando a ser de outros matizes menos éticos, pois, há até espíritos
que planejados como missionários desviam-se do caminho e tornam-se
elementos não úteis a sociedade planetária. Acrescente-se, igualmente, a
indicação de que se oportunize a estas crianças ÍNDIGO crescente acesso
as fontes de conhecimento, mas sobretudo de espiritualidade não
revestida de rótulo religioso.
Abraço fraterno.
Dr. Ricardo di Bernardi
Texto publicado no "Jornal de
Espiritismo" e oferecido por um membro da AME Porto
que é responsável pelo espaço
jornalístico da coluna "Medicina e Espiritualidade"

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