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HOMOSEXUALIDADE

 

Sou homossexual. Sou um apaixonado e muito fiel ao meu companheiro. Nós homossexuais não temos direito a amar? Como o espiritismo explica isto? Condena-nos? Rotula-nos? Ou aceita-nos como somos? Por que somos diferentes?
 

Manoel Pinto, Castelo Branco, Portugal



Prezado Manoel:

Ao contrário do que muitos possam imaginar, a posição da doutrina espírita não é de condenação ao homossexual. Aliás, a filosofia espírita não possui a característica da condenação de quaisquer atos ou posturas. Ao invés disto, estuda e compreende a origem dos problemas procurando esclarecer os indivíduos não condená-los.

Todas as tendências, vocações ou inclinações psicológicas não são decorrentes apenas das experiências da nossa vida atual. Nossa história é muito mais antiga e complexa do que possa parecer. Se é verdade que a gestação é uma fase extremamente importante na transmissão de energias mentais da mãe para o filho e vice-versa, se é real que nosso psiquismo se consolida através das experiências das diversas etapas infantis e juvenis, há muito além disto. Trazemos nos mais profundos arquivos do inconsciente um somatório de vivências tanto felizes como desagradáveis. Alegrias, decepções, momentos de enlevo ou traumas violentos foram por nós assimilados em vidas passadas. Construímos energias, em nós mesmos, que poderão permanecer connosco durante séculos.

Não é possível, segundo a ótica do conhecimento reencarnacionista, nos limitarmos a uma visão reducionista relativa a poucas décadas de uma existência quando temos informação que somos seres humanos que reencarnam há muitos milhares de anos.

Não se trata de dogma de fé ou crença cega. Trata-se de documentação através de relatos de espíritos desencarnados, documentação através de processos de memória extra-cerebral na qual pessoas se recordam espontaneamente de vidas passadas e documentação obtida por terapias regressivas a vivências pretéritas. Há uma infinidade de experiências, das mais diversas ordens, que comprovam ser nosso psiquismo a resultante de uma longa caminhada.

Assim, qualquer peculiaridade comportamental nossa, seja na esfera sexual, seja em qualquer outra esfera, necessita ser entendida pela cosmo visão espírita. A homossexualidade, portanto, não fará exceção pois trata-se de uma característica bastante expressiva e determinante de importantes repercussões individuais, familiares e sociais.

Torna-se importante frisar que a homossexualidade não ocorre, simplesmente, pela mudança de sexo biológico de uma encarnação para a seguinte. Isto quer dizer, se uma mulher necessitar renascer como homem, ou vice-versa, este fato por si só jamais determinará qualquer comportamento na esfera da homossexualidade.

Homem e mulher que estão harmonizados e em sintonia com sua sexualidade ao reencarnarem no sexo oposto continuarão a emitir harmoniosamente sua energia sexual. O chakra genésico que trabalha em equilíbrio, expressará esta normalidade pelo veículo corporal conforme a sua fisiologia e anatomia pelas quais se expressa na nova existência física.

A adaptação faz-se automaticamente quando não há distúrbios anteriores. A espiritualidade superior sempre nos esclarece que a reencarnação em sexo diferente do anterior não acarreta distúrbios homossexuais, e, a própria lógica nos leva a esta conclusão, pois a lei universal do renascimento visa harmonizar as criaturas e não gerar dificuldades e conflitos desnecessários com o padrão da natureza.

Conforme já comentamos em outros escritos, em nosso planeta existem apenas 2 sexos biológicos: o masculino, proveniente da união de um espermatozóide y com um óvulo, e o feminino, proveniente da união de um espermatozóide x também com um óvulo. Apesar de, em sua natureza íntima, o espírito não ter sexo, as experiências das vidas passadas determinam uma nítida polarização energética do espírito reencarnante, com características masculinas ou femininas. É verdade, também, que o espírito humano possui nas energias sexuais, um dos mecanismos de seu próprio progresso espiritual, mesmo porque são aquisições seculares, e constantemente renovadas pelas novas encarnações. Espíritos em fase evolutiva compatível com o planeta Terra possuem, normalmente, as forças sexuais inclinadas ou para a polarização masculina ou para a polarização feminina. Quem visualiza a respeitável figura de Bezerra de Menezes sempre o vê como uma figura masculina inclusive com barba etc...Da mesma forma, nas visões que podemos ter dos espíritos da falange de Maria eles são tipicamente femininos. Em nível mais periférico, e pessoal, diria que não há como confundir a figura do meu pai desencarnado com, por exemplo, da minha tia. Observamos, portanto, que os espíritos masculinos bem como os femininos expressam em suas energias a tendência sexual que lhes é natural e de conformidade com suas inclinações psíquicas.

As peculiaridades psico-sexuais de um espírito determinam, desta forma, a sua expressão física ou sua organização biológica no que tange ao aspecto do seu corpo astral. Portanto, o corpo espiritual é reflexo de sua mente. Conforme já estudamos, ao reencarnar o espírito ligando-se ao óvulo transmite suas vibrações tipificando, automaticamente, sua polaridade sexual. Em razão desta polaridade sexual transmitida pelo corpo espiritual ao óvulo, este irá atrair o espermatozóide X (feminino) ou Y (masculino) que determinará o sexo biológico da futura encarnação. Conclui-se, por este motivo, que o sexo biológico será sempre o adequado as características psico-sexuais do espírito.

A homossexualidade é uma dificuldade de adaptação do espírito a sua condição biológica. Neste grupo, estamos incluindo todos os indivíduos em desequilíbrio sexual com seu organismo que procuram exercer a fisiologia sexual com parceiros do mesmo sexo, em prática incompatível com a natureza que elaborou dois sexos opostos e complementares. Trata-se de um desajuste, algo a ser corrigido, amparado com respeito e tratado. Não perseguido ou discriminado mas também não encoberto sob a falsa interpretação de “ uma livre opção sexual ”. Não existe 3°, 4° ou outro sexo. Existem, em nosso planeta, apenas dois de polaridades opostas. No entanto, Meu caro Manoel, a postura de fidelidade e ligação única a um parceiro é melhor do que a conduta heterossexual de forma poligâmica, irresponsável ou com múltiplos parceiros.

A não discriminação do homossexual e o respeito que se deve ter para com estes irmãos não exclui, no entanto, que se trata de uma dificuldade sexual dos mesmos. Dificuldades ou desajustes emocionais (ou físicos), constituem-se sempre em algo a ser orientado, quando possível. Por exemplo, em adolescentes ou pessoas que estão para decidir um rumo a ser tomado na estrada da vida. Quando se menciona o termo patologia ou dificuldade há, imediatamente, uma reação de determinados grupos pois logo associam à discriminação. Voltamos a insistir, o homossexual não está sendo, pela doutrina espírita, excluído, pelo contrário, compreendido e amparado. O que constitui patologia ou dificuldade é, pois, sua inadaptação psíquica a uma realidade biológica programada para a existência atual. Temos que aceitar que, há muitos homossexuais que estão melhores, perante a Lei Universal, do que alguns heterossexuais que tem conduta irresponsável.

A origem do comportamento homossexual deve-se a um conflito entre a estrutura do consciente, ou organização biológica, e as regiões do inconsciente ou estruturas espirituais, em desarmonia energética. Conforme sabemos, qualquer postura mental gera núcleos de vibração nas estruturas do inconsciente. Posturas mentais, reforçadas por atitudes, intensificam esses campos de vibração. Desta forma, compreende-se que atitudes de exacerbação sexual com desvios de conduta, especialmente quando prejudicam outros indivíduos, gravam-se indelevelmente nos campos energéticos do espírito. Ao reencarnar, estes desvios energéticos, ou exacerbações da polaridade sexual, determinam conflitos psico-sexuais sérios especialmente se o espírito necessitar renascer em sexo oposto ao da encarnação anterior.

Os conflitos entre o consciente (físico), e o inconsciente (espírito), podem ter, também, origem em vivências desta existência atual.

Se é verdade que distúrbios das vidas anteriores podem ser determinantes de desarmonias energéticas na esfera psico-sexual, o inconsciente também registra inúmeros fatos da existência presente. Podemos dividir, didaticamente, o inconsciente em duas faixas principais: inconsciente presente e inconsciente pretérito. No inconsciente presente, ou atual, estão arquivadas as experiências desta encarnação que, por serem recentes, possuem grande influência na configuração psicológica de todos nós. O inconsciente pretérito constitui uma faixa muito mais ampla porém, em certos casos, podem ter uma expressão menos preponderante que as vivências mais recentes. Cada caso é estritamente pessoal portanto diferente de um indivíduo para outro.

Desde o início das gestação, passando pela infância e adolescência, o espírito vivencia as mais diferentes situações na área da sexualidade. Assim como muitos problemas tem origem na vida atual, freqüentemente situações pregressas são relembradas ou reforçadas nesta vida por erros de educação, pais violentos, abandono, agressões do meio ambiente etc, que conforme as particularidades de cada psiquismo, geram ou repulsa ou identificação com o sexo oposto.

A homossexualidade, ou inadaptação ao sexo biológico, é, portanto, decorrente de um conflito entre zonas do inconsciente (atual e ou pretérito) com as estruturas da zona consciencial. Em determinada ocasião, quando fomos convidados para proferir uma palestra sobre o tema a um grupo de adolescentes, um jovem solicitou-me uma explicação, sob o ponto de vista energético, do porquê a homossexualidade não ser normal. Surgiu-me uma idéia que na ocasião me pareceu adequada:

- Se você olhar aquela tomada na parede, observará que há dois orifícios; porquê?

- Todo mundo sabe, uma é para o fio positivo e outro para o negativo.

- Porquê, não podem ser dois fios positivos ou dois negativos?

- Porque a corrente para se processar necessita de pólos opostos.

- O que aconteceria se eu colocasse só fios de polaridade igual?

- Ou o Sr. leva um bruto choque (disse ele rindo), ou a lâmpada não vai acender.

- Pois é isto mesmo que acontece com relação ä sexualidade. É preciso entender que também há comunhão de energia entre os parceiros. Estabelece-se um circuito fluídico-vibratório intenso entre os envolvidos. Um homem e uma mulher permutam cargas magnéticas de polarização complementar que os realimenta psiquicamente. Um casal, normalmente adaptado a sua fisiologia, ao se amar e manter relações sexuais intercambiam, intensamente, ondas de energia que ao se completarem absorvem outras, por sintonia, dos planos energéticos superiores. O próprio êxtase sexual é uma abertura magnética para a absorção destas energias que os ampara em termos de vibração psíquica. Como nas ligações homossexuais a polaridade energética não é complementar, há dificuldade em ocorrer o processo descrito. É comum nos homossexuais uma insatisfação íntima ou sensação de vazio interior por ausência da complementaridade energética nas relações, o que pode determinar conseqüências mais ou menos graves.

Não pretendemos esgotar tema tão complexo e doloroso. De um modo geral, aos que procuram orientaçao, ou sentem necessidade disto, em termos de terapêutica, recomendaríamos um acompanhamento minucioso, psicológico e espiritual fosse feito aos irmãos com esta dificuldade. Tomemos por exemplo um homossexual do sexo masculino. Ao invés de buscar relações sexuais na qual desempenharia o papel inverso ao de sua fisiologia, deverá drenar estas forças para atividades compatíveis com esta energia feminina. Veja, meu caro Manoel, não estou me referindo apenas a seu caso específico, mas esta resposta vai ser lida por centenas ou milhares de pessoas, então temos que abranger vários níveis, várias situações. Um erro comum, cometido por muitos pais, é matricular o garoto, com esta tendência, em aulas de box ou outro esporte para “machos”. Tal atitude agrava as dificuldades do jovem que está a precisar de uma canalização sadia dos instintos opostos a sua morfologia. Devem ser-lhe oferecidas atividades que se afinizem com seu psiquismo. Não abafar ou reprimir, mas direcionar sob supervisão, para a arte, a música, ou até para a ciência conforme o caso.
 

Abraço fraterno.
 

Dr. Ricardo di Bernardi

Duvidas do leitor Vitor Santos ao artigo do Dr. Ricardo Di Bernardi sobre Homossexualidade

O leitor Vítor Santos:
- Caro amigo e companheiro de ideal, Dr. Ricardo Di Bernardi, Gostava de tirar umas dúvidas com o amigo, sobre o seu artigo que trata do tema da homossexualidade, no último jornal de espiritismo, se me puder fazer esse favor, que, de antemão, agradeço.
Nesse artigo, o amigo fala de energia (s) várias vezes. Para que eu possa perceber a que se refere, poderia dar uma definição da palavra “energia”, no contexto em questão?


- Resposta Dr. Ricardo Di Bernardi:
- Energia, no contexto, significa a contraparte imaterial do ser humano. Tudo que transcende ao biológico. No ser humano, há níveis de energia do mais denso ao mais sutil partindo do corpo etérico ( duplo etérico) que é um campo de energia vital ou bioenergia o qual liga o corpo físico ao corpo biológico, Esta energia vital (fluido vital), portanto, está localizada entre o corpo material e o corpo perispiritual. Em seguida, há uma estrutura perispiritual ou corpo espiritual que, não sendo visível nem detectável pelos aparelhos da ciência convencional é considerada como fluido perispirítico ou seja uma energia de outra dimensão, mais sutil que o corpo etérico. Ainda mais profundamente, temos o corpo mental, ou campo mental constituído de uma energia de dimensão mais sutil que a perispirítica. Quando pensamos, sentimos ou amamos, projeta-se de nossa essência espiritual um fluxo de energia que se projeta para fora além de atuar sobre nós mesmos. Este fluxo de energia, passa por todos os níveis nossos (mental, astral, etérico), até atingir a superfíicie externa ao nosso ser. Estamos envolvidos, continuamente numa esfera ou psicosfera de energia e com ela interagimos com outros e com o meio ambiente.

O leitor Vítor Santos:
- Mais à frente, segundo o meu modesto entendimento, o amigo diz que o óvulo atrai o espermatozóide, para seleccionar o sexo do espírito, de forma a garantir que o espírito terá um corpo de carne com o sexo mais conveniente. Em suma, há algo mais que a máquina biloógica, de carne, do homem, no processo de selecção dos espermatozóides que fecundam o óvulo.
Isto não vai contra o que diz a ciência? As suas conclusões sobre a influência espiritual no fenómeno da reprodução humana são fundamentadas na doutrina espirita, na medicina convencional, ou em ambas? E nos animais, acontecerá o mesmo?

- Resposta Dr. Ricardo Di Bernardi:
1- É inconteste que o óvulo está estacionado e o espermatozóide empreende uma longa viagem, podendo levar dias até chegar ao objetivo. Caminha, inclusive, no sentido oposto a lei da gravidade, (sobe). Se vai até lá algo existe que o atrai. Isto é lógico!
2- Como somos espíritas, sabemos que a reencarnação se inicia no momento da concepção, isto é o espírito já está fixo ao óvulo fecundado, para isto ocorrer há que existir um processo de fixação, é a este processo que nos referimos.
3- Não tenho dito que o óvulo, por si só, atrai o espermatozoide, mas o óvulo sob a influência do espírito reencarnante, portanto é bem diferente.
4- O óvulo, energizado pelas vibrações (energias, fluidos) do espírito reencarnante, atrai o espermatozoide não só para a determinação do sexo, mas para toda a genética necessária a constituição do novo corpo. Isto , sempre, sob a assistência das equipes do astral que supervisionam e, quando possível, interferem.
5- Não! Não vai na contra-mão da ciência espiritual, ao contrário, isto é ciência espiritual. A não ser que façamos como os católicos ou evangélicos, que separam a ciência da filosofia e da "religião ". Nós, sempre, raciocinamos unindo os conhecimentos, experiências, vivências espirituais com os conhecimentos da ciência oficial, unindo e não separando. Para a ciência oficial não existe espírito, alma, não existem fluidos, perispírito, Deus, reencarnação etc... Logo, Se formos só pela ciência oficial nenhum raciocínio espírita tem validade. Nós fazemos aquilo que kardec e os espíritos da codificação solicitaram: Unir, somar, integrar a razão, e a espiritualidade com amor.
6- Sim nos animais é o mesmo processo, com adaptações adequadas, por serem animais.


O leitor Vítor Santos:
- Na resposta à questão 344 do Livro dos Espíritos, é dito que a união da alma com o corpo de carne se dá apenas a partir do momento da concepção.

- Resposta Dr. Ricardo Di Bernardi:
- Correto. A união se dá ali. O trabalho, o processo é que não ocorreu num passe de mágica, houve etapas até esta união.


O leitor Vítor Santos:
- Logo, antes do espírito se unir ao corpo o sexo já está determinado.

- Resposta Dr. Ricardo Di Bernardi:
- Não. O sexo biológico não está determinado. Ele só se expressa quando um espermatozoide X ou um espermatozoide Y fecunda o óvulo. Apenas a polaridade sexual do perispírito já existia pois o ser já existe antes de renascer com suas caracterísiticas de corpo astral.


O leitor Vítor Santos:
- Portanto, a escolha do melhor espermatozóide ocorre antes da ligação do espírito ao corpo.

- Resposta Dr. Ricardo Di Bernardi:
- Não Não! A escolha do espermatozoide é um processo que tem origem nos campos energéticos ( vide acima ) da entidade reencarnante. Tudo começa lá, já existia antes no astral e espiritual.


O leitor Vítor Santos:
- Isto não pode colidir com essa teoria de que há algo que vem previamente escolher o sexo?

- Resposta Dr. Ricardo Di Bernardi:
- Não é teoria. É conhecimento do mundo espiritual. O espiritual sempre prepondera, os níves mais sutis sempre comandam os mais materias. Há uma sequencia do mais sutil para o mais denso.


O leitor Vítor Santos:
- Seja de que natureza for esse algo?

- Resposta Dr. Ricardo Di Bernardi:
- Este algo é o mundo extrafísico.


O leitor Vítor Santos:
- Fiz estas perguntas antes, num centro espírita. Disseram-me que tinha de ser assim, porque não existe acaso. Mais tarde, já sozinho, eu pensei: se Deus é a Causa primeira de todas coisas, e se ele é perfeito, o universo deve ser tal qual ele previu (ou seja de acordo com as leis da natureza, sejam elas relacionadas com o espírito, com a matéria, ou seja lá o que for). A possibilidade de haver acaso não se coloca nunca. Se Deus fez as coisas tal como são de propósito, como pode haver acaso?

- Resposta Dr. Ricardo Di Bernardi:
- O deus inventado pelas religiões não existe. Há um Deus como força e amor cósmicos onipresentes e imutáveis… Deus não age diretamente sobre homens ou coisas. As leis de Deus são expressas pelas Leis da Natureza. A Natureza é o livro divino onde Deus escreve a história de sua sabedoria. E as Leis de Deus são as Leis da Física, Química, Biologia…!


O leitor Vítor Santos:
- Portanto o impulso criador de Deus, logo à partida, anula qualquer possibilidade de acaso futuro. Conclusão: ainda fiquei com mais dúvidas., em vez de respostas

- Resposta Dr. Ricardo Di Bernardi:
- Acaso é o nome dado por não se conhecer as leis da natureza, portanto não se conhecer Deus


O leitor Vítor Santos:
- Do meu ponto de vista pessoal, limitado, como me parece muito óbvio, se há expiação no facto de as pessoas serem homossexuais, ela tem muito a haver com a descriminação que nós, heterossexuais fazemos. Parece-me que é essa é uma das maiores fontes de sofrimentos deles, senão a maior.

- Resposta Dr. Ricardo Di Bernardi:
- Apenas uma das fontes, o homossexual deve se entendido como um espírito humano em processo de evolução como outro qualquer. Não devemos discriminar ninguém, mas não quer dizer que devamos estimular. Preconceitos não, conceitos sim.


O leitor Vítor Santos:
- Se eles querem ser homossexuais, ou se querem tentar livrar-se de o ser, porque eventualmente os faz sofrer, é decisão que não nos cabe tomar, mas podemos tomar a decisão de não os descriminar e evitar-lhes, pelo menos, esse sofrimento.

- Resposta Dr. Ricardo Di Bernardi:
- Sim, cada decisão cae só a própria pessoa. Todos devem ser respeitados, mesmo que saibamos suas atitudes Não estejam em acordo com a programação reencarnatória.


O leitor Vítor Santos:
- Será que temos o direito de lhes dizer ou dizer sobre eles, que são aberrações da natureza e que se devem corrigir?

- Resposta Dr. Ricardo Di Bernardi:
- Não são aberrações, são opções equivocadas, que eles têm todo o direito de optar, pois todos têm o livre arbítrio. Só deve se corrigir quem deseja se corrigir. Quem não está pronto tem que esperar seu tempo. E podem ser muito bons, fraternos e cheios de qualidades espirituais em outras áreas. Não descriminar, entender que esta é apenas uma faceta um ângulo do indivíduo no imenso poliedro do psiquismo.


O leitor Vítor Santos:
- Mesmo que assim seja, que eu saiba, ser homossexual, per si, não prejudica a sociedade.

- Resposta Dr. Ricardo Di Bernardi:
- Correto, tudo depende de outras questões éticas


O leitor Vítor Santos:
- Se há problema é para o próprio homossexual. Se alguém se sentir mal, por ser homossexual, ou por outra razão similar procurará ajuda, se assim o entender. Mas se não sentir mal assim porque razão deve pedir ajuda?

- Resposta Dr. Ricardo Di Bernardi:
- Ajuda só pede quem necessita. Não se enfia, goela abaixo, conceitos, ideias, atitudes. Quem não sente necessidade e está em “equilíbrio” deve permanecer assim até sentir esta necessidade e rever todas as suas questões. Mais importante que Homo ou Hetero é o ético.


O leitor Vítor Santos:
- Obrigado pela atenção e bem haja
Vitor Santos, S. João do Estoril

- Resposta Dr. Ricardo Di Bernardi:
Saudações

Dr. Ricardo di Bernardi

 

Texto publicado no "Jornal de Espiritismo" na coluna "Medicina e Espiritualidade", em parceria com AME Porto.

 
 

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