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GÉMEOS SIAMESES

 

O espírito do médico André Luiz diz-nos que o espírito se liga ao corpo físico célula a célula. Se assim for como explica que dois gémeos tenham o mesmo órgão: exemplo um só coração, um só fígado mas com dois corpos?
 

Marcos, Penacova, Portugal



Prezado Marcos: Inicialmente, convém colocar que, de fato, o espírito do médico André Luiz nos informa ser nosso espírito ligado ao corpo biológico célula à célula, mais exatamente molécula à molécula. A mesma informação, aliás, nos deram os espíritos que se comunicaram desde a época de Kardec. Na sua interessante questão estamos diante de um caso de gêmeos xifópagos.
Os chamados xifópagos, conhecidos a nível popular como gêmeos siameses, são aqueles que apresentam seus corpos unidos por um segmento físico. Comummente se observa o uso indevido do termo xipófago, ao invés da designação correta xifópago. A nomenclatura provém de xifóide que é o apêndice terminal do osso esterno (com s), situado na frente do tórax onde se unem as costelas, isto porque muitos dos xifópagos estudados eram unidos por esta parte do corpo. As ligações (físicas) podem se efetuar por diversos órgãos ou segmentos corporais, inclusive inviabilizando a gestação ou a sobrevivência de ambos os recém-natos.
No caso, DUAS ENTIDADES ESPIRITUAIS se ligam à esfera espiritual materna e posteriormente ao fluido vital do óvulo, ocorrendo a fecundação, o óvulo fecundado (zigoto) sob a influência de duas energias espirituais diferentes tende a se bipartir. No início da embriogênese quando o ovo inicia sua multiplicação, pela presença de dois espíritos, ocorre separação em duas células que desenvolverão dois organismos filhos. No processo normal quando há duas entidades espirituais ligadas ao ovo (óvulo fecundado), a dita separação determina o surgimento de gêmeos univitelineos (idênticos). No entanto, no caso dos xifópagos , permanecem unidos durante a gestação originando a ligação física entre os dois corpos. Ligação esta que pode se efetuar, inclusive, por órgãos vitais impossibilitando a intervenção cirúrgica especialmente em determinadas áreas do planeta onde os recursos são ainda rudimentares na área médica.
Do ponto de vista da CIÊNCIA ESPÍRITA, temos a informação que as pessoas se vinculam energéticamente a outras pela sua postura mental.
Há casos, onde esta fixação atinge níveis patológicos de ligação e intercâmbio energético-vibratório.
Espíritos que se odeiam mutuamente, por exemplo, mantêm um fluxo de energia entre si prendendo-se reciprocamente.
Em muitas circunstâncias, não há possibilidade, a curto ou mesmo a médio prazo, de se dissolver estas ligações para a recuperação psíquica dos envolvidos. À medida que os anos passam, a imantação se acentua atingindo níveis graves de comprometimento do corpo astral (perispírito) de ambos.
A anestesia temporária, pela terapia da reencarnação, poderá servir de impulso renovador na reconstituição da normalidade.
Considerando sempre que os pais são copartícipes do processo, os vínculos comuns do pretérito é que os leva a vivenciar esta situação.
Não são portanto vítimas inocentes de uma lei natural injusta e arbitrária. O reencontro comum pelas afinidades que os atraem por sintonia energética nada mais é que o merecimento ou lei natural de causa e efeito a qual se opera automaticamente.
Inimigos que estabelecem vínculos expressivos e desequilibrantes, retornam juntos e unidos. Não conseguem se separar, jungidos pelo laço extrafísico que se expressará pela equivalente ligação biológica.
Em outros casos, por exemplo obsessões de naturezas diversas onde a dupla se realimenta por vias anormais, e mútuas, só a drenagem para a periferia física dessa ligação extrafísica, poderá facilitar o rompimento energético estabelecido. Renascem então, ligados.
A visão espiritual do processo, além de poder contribuir cientificamente em futuro próximo, para a compreensão da gênese do problema, serve desde já, também, para alertar com relação as consequências das fixações monoideísticas desequilbradas. A terapia da prece, no sentido da doação energética, é o recurso ideal e indispensável para suavizar as dores bem como para apontar soluções.
Soluções que em futuro próximo para eles (xifópagos) se descortinará: A reconciliação, levando a união pelo vínculo normal e saudável do amor...

FUSÀO ENTRE CHAKRAS:
Nos casos onde a mútua magnetização patológica, entre dois espíritos, se opera a nível intelectual, o intercâmbio de forças em desarmonia se estabelece entre seus chakras (Centros de Força) coronários que se situam no corpo energético no alto das cabeças dos espíritos em vias de reencarnarem. Tal situação ocasiona uma verdadeira fusão de energias podendo agir como um só modelo perispiritual de crânio.
Assim, a exteriorização física se fará como um modelo único de cabeça para dois corpos. O mesmo raciocínio faz-se para os demais órgãos.
Em casos de menor intensidade do mesmo fenômeno, observaremos uma união entre dois crânios: Teremos, portanto, xifópagos ligados por dois crânios. Os casos acima comentados são alusivos a ligações a nível mental ou intelectual como, por exemplo: perseguições intelectuais mútuas.
Quando observamos órgãos unidos a nível torácico, o desequilíbrio costuma ser a nível dos sentimentos e o chakras envolvidos são o cardíaco e o gástrico (umblical).
Quando a união é basicamente pelo aparelho digestivo ou abdomen, ela expressa uma desarmonia mútua a nível emocional (paixões patológicas), as quais determinaram uma ligação intensa e desequilibrada a nível do chakra gástrico.
A existência de órgãos únicos como por exemplo no aparelho digestivo demonstra a fusão dos chakras gástricos que se comportam como um único chakra. Fusão esta determinada pela intensa troca patológica de vibrações a 'nível das emoções. (maiores detalhes no livro Gestação sublime intercâmbio, de minha autoria).

 

Abraço fraterno.
 

Dr. Ricardo di Bernardi

 

Texto publicado no "Jornal de Espiritismo" na coluna "Medicina e Espiritualidade", em parceria com AME Porto.

 
 

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