Início Fundação Instituição Objectivos Actividades

Orgãos Sociais Sócios Localização Links Contactos

 

Artigos

 

Entrevistas

 

O médico responde

 

Reportagens

 

Personalidades

 

Notícias

 

O médico responde

 

 

FALECIMENTO DOS ENTES QUERIDOS

 

Gostaria que o dr. Ricardo di Bernardi me esclarecesse algo que está me deixando com a mente muito confusa. Perdi minha filha aos 32 anos, no mês de Agosto e foi um sofrimento horrível, tanto para mim quanto para ela. Ela estava no hospital, lúcida, mas toda entubada e me olhava e chorava muito, querendo conversar comigo e não podia. Eu só podia ficar 20 minutos lá e ela morreu sozinha, longe de mim e sem conseguir se comunicar comigo. Estou arrasada, muito deprimida, porque ela era alegre, cheia de vida, amava viver, muito brincalhona e enchia a minha casa de alegria. Agora tudo está vazio e solitário. Eu queria saber onde minha filha está, pois não consigo nem sonhar com ela. E isso me atormenta, porque não concordo que ela tenha simplesmente desaparecido assim, se evaporado. Por favor, dr. Ricardo, me esclareça: onde está a minha filha? Não aguento mais de tanta dor e de não ter podido ao menos falar com ela, ouví-la, segurar sua mão, estar ali ao lado dela quando ela mais precisou de mim.
 

(Reencaminhado de Itália por Regina Zanetti)l



Sem dúvida, qualquer um de nós ficaria triste ao acompanhar o sofrimento de um filho. Antes de tudo, nosso profundo respeito pela sua dor. No entanto, a Doutrina Espírita não se propõe apenas ao consolo, mas ao esclarecimento. O que diremos a seguir não é fruto de crença, não é fruto de uma fé cega, ao contrário, é decorrente da longa experiência de 40 anos de convivência estreita e assídua com o mundo extrafísico.

Inicialmente, reforço sua questão, quando perguntou: “Onde está minha filha?”

1- De fato, ela continua a existir.
2- Ela está muito mais viva agora do que há pouco tempo atrás. Não simplesmente acreditamos na vida após a morte, sabemos isto. Acreditar é uma palavra ou uma expressão frágil que dá ideia de crer pela fé. Desde os 14 anos, portanto há mais de 40 anos, participamos de sessões mediúnicas uma ou duas vezes por semana onde dialogamos com aqueles que continuam a viver na outra dimensão da vida. A vida no mundo extrafísico é intensa, constatamos isto constantemente.
3- À medida que se aproxima o momento da "morte", morte entre aspas, pois não existe morte no sentido de término da vida, mas simplesmente passagem desta dimensão, isto é, continuidade da vida em outra dimensão da realidade, nossos amigos, que já estão na pátria espiritual, assim como nossos parentes, protetores espirituais, ou seja, os populares "anjos da guarda " nos momentos que antecedem o desenlace físico , estão em intenso trabalho para nos receber. Sim, muito se trabalha e se organiza: moradia, roupas, alimentação ( o corpo astral gasta energia e necessita repor ), reencontros a serem programados, enfim uma infinidade de planos para que sua filha se sinta bem, e tenha um bom desenvolvimento de suas potencialidades mentais, emocionais e espirituais.
4- Um dia, nossa chegada lá será semelhante ao que aconteceu com sua filha, seremos encaminhados para locais de recuperação, refazimento das forças de nosso corpo espiritual que necessitará repouso por algum tempo. As moléculas, células, tecidos e órgãos que compõe nossa estrutura do corpo espiritual, por algum tempo, pode manter as impressões de desgaste pelo trauma de uma passagem mais delicada. Tal situação requer alguma atenção dos encarregados ao receber sua filha, mas, isto é por pouco tempo, logo se passa a conviver socialmente na nova cidade do mundo espiritual.
5- Nossa chegada lá será bem recebida como deve ter sido com sua filha. A alegria daqueles que lá estão, em voltar a conviver no dia-a-dia, de poder abraçar, estudar e trabalhar na nova comunidade, é muito belo de se observar. São muito organizadas as Colônias Astrais, Ela vai gostar!

E VOCÊ MAMÃE COMO FICA?

1- Por que não pode estar com ela nos momento finais?
Uma das mais frequentes situações para quem está partindo ("morrendo "), se libertando do sofrimento físico, prestes a respirar o ar puro do mundo astral, sentir o perfume das flores nos jardins da nova realidade e libertar-se das dores físicas do mundo material para caminhar agradavelmente sobre a relva existente lá onde seremos recebidos... Sabe o que mais pode atrapalhar? A força magnética, dos que aqui ficam puxando de volta o Espírito para o local do sofrimento. Os chamados fluidos gravitantes (que puxam como se fosse força da gravidade). A força mental dos que aqui ficam pensando: volta! volta!! não me abandone, fica aqui!!! Esta energia esta vontade, mesmo com a melhor das intenções, pode prender o Espírito ao quase já cadáver. Muitos mantém-se ligado ao corpo aumentando o tempo de sofrimento e de dor, prolongando a transição dolorosa da morte porque os parentes que amam doam energia vital, captada pelo corpo etérico do doente terminal e vitalizam os órgãos fixando o corpo etérico impedindo a saída do corpo espiritual. Talvez se você estivesse lá no momento do desenlace teria, com seu amor associado com desinformação, teria prendido sua filha mais tempo ao sofrimento, Enfim ela está livre da dor, Ela pode se refazer para logo muito trabalhar, estudar e conviver num mundo organizado e cheio de harmonia.

E AGORA O QUE FAZER ?

1- Agradeça aos Espíritos protetores pelas informações que estás tendo, pelos esclarecimentos. A grande maioria da humanidade não sabe nada sobre a vida espiritual, imaginam infernos dantescos, ou céus de inatividade e inutilidade. Outros, como as religiões lhes bloquearam o raciocínio, anestesiaram o direto de pensar e investigar o mundo espiritual, deixaram de acreditar, e consideram que tudo se acabou. Compare como que você já sabe e, como todos nós, façamos por merecer este conhecimento e consolo.
2- Continua amando sua filha. Mas amar não é possuir, amar é deixar viver ( como isto é difícil...) Amar não é exigir a presença dela , não é cobrar da Lei Divina, da Lei Cósmica porque não está Ela aqui ao seu lado. Ame sem enviar energias de desespero de queixa de inconformação. Envie energias de paz, de alegria por ter convivido muitos anos com ela. Lembre-se dela sorrindo, dela brincando como criança, dela alegre como adolescente, inteligente como adulta... Sua atuação como mãe não terminou , suas energias podem ajudá-la, desde que não a chame.

 

Abraço fraterno.
 

Dr. Ricardo di Bernardi

 

Texto publicado no "Jornal de Espiritismo" na coluna "Medicina e Espiritualidade", em parceria com AME Porto.

 
 

Topo

 

 

 

Páginas optimizadas para visualização igual ou superior a 800x600, cor a 16-bits e com 'javascript' activado.

Web Design e Desenvolvimento:
© 2004-2009 AME PORTO. Todos os direitos reservados.

www.ameporto.org