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ENJOOS NA GRAVIDEZ

 

Porque a mãe sofre de enjoos e mau estar durante a gravidez? Como explicar isto a nível espiritual? Não deveriam ser 9 meses de muito bem-estar físico e emocional nessa mesma gravidez?
 

José Trindade, Matosinhos, Portugal



Os enjoos da gestante, meu caro José Trindade Coelho podem ser assim estudados:
Com o desenvolvimento da gravidez, à medida que o embrião vai se estruturando, conforme o molde energético dados pelas matrizes espirituais da entidade reencarnante, vão se intensificando as trocas fluídicas, ou energéticas, entre o perispírito da mãe e o espírito reencarnante. Estas trocas energéticas, em alguns casos, tem relação direta com os enjôos da gestante.
Já se observa, a certa altura do desenvolvimento embrionário, uma intensa sintonia vibratória com grande intercâmbio de energias. Sucede que estas vibrações permutadas podem ser doentes (espiritualmente falando) ou sadias. As vivências das encarnações anteriores, indelevelmente registradas nos arquivos energéticos do espírito, são núcleos de emanação de ondas que exercem influência sobre a gestante. As experiências de sofrimentos ainda não resolvidos psicologicamente, os ressentimentos mantidos, são concentração de força a irradiar sobre a estrutura energética materna. As experiências comuns entre a mãe e o filho, vividas em estâncias pretéritas, se reencontram agora com uma anestesia parcial.
Não resta dúvida que a grande oportunidade da reaproximação, para a resolução dos débitos passados. Também é importante se reafirme toda a assistência espiritual presente no transcurso da gravidez, amparando a dupla.
As trocas fluídico-energéticas entre ambos frequentemente produzem enjôos à mãe. A intensidade destes enjôos muitas vezes está relacionada a diferenças de nível evolutivo entre o espírito reencarnante e a gestante. Suponhamos que a mãe tenha uma emanação mental de frequência mais alta e o espírito que está renascendo vibre em uma energia mais densa, portanto de comprimento de onda mais longo, frequência mais baixa, ondas tais que determinam desconforto no organismo sensível da gestante.
Em determinadas situações, no entanto, não se trata de diferença de nível espiritual, pois normalmente aos espíritos superiores não é difícil superar e compreender as limitações dos menos evoluídos. Frequentemente, são os reconhecimentos inconscientes das experiências comuns vividas. São as sensações decorrentes, do espelhar mútuo, da situação espiritual vivenciada no passado e ainda não resolvida. Os registros energéticos de acidentes, traumas vivenciados em comum e outras situações, são drenados e vem a superfície agora devido a intensa troca de energias entre mãe e filho. A mãe sob o influxo destas energias pode ter episódios de desconforto gástrico, principalmente porque o chacra gástrico é o ligado às emoções (não confundir com sentimentos ).
Cuidemos, no entanto, para não cometer injustiça ou erros apressados de julgamento. Os enjôos têm também causas meramente orgânicas ligadas a fatores anatômicos e fisiológicos do processo gestacional. Atribuir aos enjôos apenas significado de ordem espiritual seria empobrecer a ciência espírita e comprometer a sua imagem perante as pessoas de bom senso.

 

Abraço fraterno.
 

Dr. Ricardo di Bernardi

 

Texto publicado no "Jornal de Espiritismo" na coluna "Medicina e Espiritualidade", em parceria com AME Porto.

 
 

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