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DIAGNOSTICAR OBSESSÃO

 

Dr. Ricardo Di Bernardi como diagnosticar um caso de um obsidiado e ajuda-lo?
 

José da Costa e Silva, Marinha Grande, Portugal



A obsessão pode ser diagnosticada quando se percebe comportamento de monoideísmo, que significa "ideia fixa", em uma pessoa. A obsessão pode ser definida como uma acção negativa, ou seja prejudicial, persistente, de uma mente sobre outra. Pode ser entre encarnados, entre desencarnados, de um encarnado sobre um desencarnado e a mais comumente estudada, de um desencarnado sobre um encarnado. Há diversos graus de obsessão, desde a obsessão simples, passando pela fascinação até a subjugação (possessão). Conforme o grau, os sintomas são diferentes mas na subjugação o indivíduo já pode ser considerado mentalmente desequilibrado e muitas vezes é internado em hospital psiquiátrico em estado grave. O que nos interessa é diagnosticar no início, antes de se chegar a situação de extrema gravidade, por isso, o conceito de idéia fixa ou monoideísmo é fundamental, seja qual for a idéia fixa, até mesmo a idéia de fazer caridade...
Imagine uma pessoa que tenha a fixação em fazer caridade, deixando de trabalhar, faltando compromissos, deixando a família em situação difícil, manipulando informações, mentindo para poder ter tempo para "fazer caridade", pode ser (é necessário analisar cada caso) uma demonstração de que está sendo manipulada por uma inteligência externa fazendo-a manter esta idéia fixa e distorcida do equilíbrio.

Como ajudá-lo:
1- Inicialmente, convém lembrar que ninguém cura ninguém se a pessoa não quiser, logo o primeiro requisito é o paciente querer, verdadeiramente, ser curado.

2- Orientação individual (ou familiar), de Atendimento Fraterno na Casa Espírita, explicando todo o processo sem assustar falando apenas o básico.

3- Tratamento de desobsessão, isto é colocar seu nome nos trabalhos mediúnicos e abrir – especialmente - o caso, recomendamos que a sessão seja específica para o caso, lendo o nome, endereço completo, resumo do caso em poucas palavras e os médiuns se concentrarem buscando mentalmente o obsediado e o obsessor. Não se deve levar o paciente para o local, melhor que o mesmo esteja à distância pelo impacto da acção dos obsessores sobre a glândula supra-renal com intensa descarga de adrenalina.

4- Reunião de Harmonização no lar

5- Orientação aos familiares

6- Irradiação específica para o caso (PASSES Á DISTÂNCIA)

7- À medida que melhora indicar leituras, frequência na casa espírita

8- Médico e ou psicólogo (se possível espírita)
 

Abraço fraterno.
 

Dr. Ricardo di Bernardi

 

Texto publicado no "Jornal de Espiritismo" na coluna "Medicina e Espiritualidade", em parceria com AME Porto.

 
 

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