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DORES DE CABEÇA

 

Dr. Ricardo Di Bernardi, gostaria de saber se do ponto de vista Médico-Espírita existe uma razão para aquelas pessoas que apresentam dores de cabeça todos os dias e que aprendem a conviver com isso e aquelas outras que apresentam crises de enxaquecas incapacitantes que os leva muitas vezes a ficar fechados num quarto escuro.
 

Maria Teresa, Santiago de Compostela, Espanha



É importante salientar que todas as manifestações de problemas físicos decorrem da individualidade orgânica de cada pessoa ou seja de sua anatomia e fisiologia. Ninguém é exactamente igual a outra pessoa. Portanto a intensidade da dor de cabeça é variável.
A individualidade orgânica, por sua vez, decorre da herança genética, isto é dos genes que recebeu dos ancestrais.
No tocante a questão genética, lembramos, ainda, que há irmãos, filhos do mesmo casal, que não tem herdado o mesmo problema, a atracção por determinados genes ocorre pelo magnetismo do corpo espiritual que sintoniza com estas dificuldades. Este magnetismo foi gerado pelo modo de viver em vidas anteriores.
Os tipos de genes que constroem cada corpo físico têm um comando das matrizes perispirituais, isto é, certos genes podem ter sua expressão maior ou menor conforme as vibrações de cada espírito que equivale dizer " merecimento ".
Quando se fala em "merecimento" é preciso esclarecer que: não se deve aceitar passivamente o sofrimento, sem buscar melhoras ou solução. Deve-se, e é obrigação nossa, procurar solucioná-lo. Há um equívoco na ideia de que temos que cumprir o carma. O problema existe para ser superado pelo nosso esforço.
Lembro também, que nosso esforço contínuo para superar a enxaqueca, em termos de tratamento médico, bem como a não-revolta com relação ao facto de estarmos vivendo uma dificuldade favorece a melhora clínica.
Temos conseguido melhoras importantes com tratamento homeopático associado a orientação na postura mental perante à vida. O medicamento homeopático escolhido varia conforme o tipo de psiquismo da pessoa.
 

Abraço fraterno.
 

Dr. Ricardo di Bernardi

 

Texto publicado no "Jornal de Espiritismo" e oferecido por um membro da AME Porto

que é responsável pelo espaço jornalístico da coluna "Medicina e Espiritualidade"

 
 

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