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Artigos
& Teses

CRIACIONISMO X
DARWINISMO
Décio Iandoli Jr. *
Antes de mais nada é necessário que se faça a correção de um equívoco,
para se fazer Justiça ao Sr. Charles Robert Darwin, já que a vertente
que, hoje, que se denomina darwinista, é na verdade Neodarwinista. É que
Darwin, após a conclusão de seu trabalho, chamou a atenção para o fato
de que sua teoria não era capaz de explicar tudo, mas parte da evolução
das espécies, e afirmou na conclusão de seu livro que “A origem da vida
foi planejada primitivamente por um criador”.
Foram os neodarwinistas que preencheram, algumas das lacunas deixadas
por Darwin, com as leis da genética, e atribuíram ao “acaso” aquilo que
não puderam explicar.
Posto isso, podemos perceber que o embate que se observa atualmente,
ocorre entre criacionistas e neodarwinistas, justamente no momento em
que crescem as evidências e as constatações de que o “acaso” é
absolutamente inconsistente para explicar a origem da vida no planeta,
assim como o seu desenvolvimento ao patamar que observamos hoje.
O argumento de que é necessário admitir-se a existência de uma
inteligência criadora, chamada pelos criacionistas de “design
inteligente”, é muito forte e já muito bem defendido pelo bioquímico
americano Michel J. Behe em seu livro “A caixa preta de Darwin”, muitas
são as evidências que tem se acumulado, diante do espetacular avanço da
ciência, principalmente em se tratando da biologia molecular, que
inviabilizam o “acaso” como fonte criadora, o que faz com que o Dr. Behe
não esteja sozinho quando defende sua teoria da “Origem planejada da
vida”. Cientistas como o próprio Dr Francis Crick (prêmio Nobel pela
descoberta da estrutura helicoidal do DNA), François Jacob, M.
Schutzemberg, Lynn Margulis, Igor e Grichka Bogdanov, Jean Guitton,
apenas para citar alguns, tem esta mesma convicção, ou seja, o acaso não
pode ser utilizado como hipótese válida para explicar a origem da vida e
as mutações genéticas que promovem as modificações úteis que fazem
evoluir as espécies.
Entretanto, admitir que esta intencionalidade tenha produzido os seres
vivos à maneira como os conhecemos hoje, é fechar os olhos para tudo
aquilo que a biologia estudou e constatou desde, pelo menos, 1859,
quando foi lançado o livro “The Origin of Species”, para dizer o mínimo.
O próprio projeto genoma, encontrou inúmeras semelhanças entre o genoma
humano e o genoma de espécies mais primitivas; seqüências de genes tem
sido identificadas, por exemplo, como marcos evolutivos. Entre os
vertebrados, por exemplo, foi identificada uma seqüência de genes que se
repetem à partir do mais primitivo ao mais complexo animal deste grupo,
denotando a aquisição desta característica evolutiva que é mantida e
acrescentada à partir de sua conquista.
A discussão acirrada entre criacionistas e neodarwinistas revela-nos que
os dois lados têm razão e, estão errados ao mesmo tempo, acusando a
falta de uma peça neste quebra-cabeças, de um dado que possa preencher,
de forma definitiva, as últimas lacunas deixadas por Darwin. Este dado é
a reencarnação, que não só explica os processos de geração e
desenvolvimento da vida, como dimensiona, o criador do ser vivo, que é
seu princípio inteligente (não podemos e não devemos nos esquecer que
Deus é a causa primária de todas as coisas, mas não a causa imediata, do
contrário não haveria dor, injustiça, imperfeições).
A reencarnação descortina à ciência um novo e amplo horizonte de
pesquisa, onde a transdimensionalidade dos seres vivos passa a ser seu
foco de atenção, e o modelo organizador biológico, descrito pelo nosso
querido Dr. Hernani Guimarães Andrade, seu objeto imediato de estudo.
Os caminhos que levam a ciência à conclusão de que o materialismo
reducionista está esgotado, já foram, na minha opinião, totalmente
percorridos, porém, ainda nos resta o que, talvez, seja a parte mais
difícil, qual seja, superar os preconceitos arraigados de parte a parte,
dos dogmáticos da religião aos da ciência, pois como disse Albert
Einstein “É mais fácil desintegrar o núcleo de um átomo do que um
preconceito”
Nota. Tive a oportunidade de desenvolver, de maneira mais detalhada,
este tema em um dos capítulos do livro “A reencarnação como lei
biológica” publicado pela FE, além de poder trazer toda a argumentação
acerca das relatadas evidências que inviabilizam a teoria do “acaso”
como fonte criadora. Discutimos desde o conceito de vida até as
revelações mais recentes da neurociência, usadas como base para nossa
argumentação.
* Médico Cirurgião e
Doutorado em medicina pela UNIFESP-EPM.
Professor titular da cadeira de Fisiologia nos cursos de Fisioterapia,
Farmácia e Biologia da Universidade Santa Cecília (UNISANTA).
Responsável pela disciplina de Saúde e Espiritualidade do curso de
Gerontologia da UNISANTA, Vice-presidente da
Associação Médico-Espírita de Santos (AME-Santos).
Autor dos livros “Fisiologia Transdimensional”, “Ser Médico e Ser
Humano” e “A Reencarnação Como Lei Biológica” editados pela FE.
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