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Artigos
& Teses

A FÍSICA QUÂNTICA EM
BUSCA DA PARTÍCULA DIVINA
Luís de Almeida *
«Confesso que, após cuidadosa e atenta leitura deste trabalho,
conclui que foi um dos melhores artigos que já tive o prazer de ler. Ele
se me afigura o mais erudito e informativo trabalho acerca da relação
entre a Física e o Espiritismo, até agora escrito em idioma português.
Se traduzido para o inglês será, sem dúvida, apreciadíssimo, inclusive
pelos físicos mais modernos que, atualmente, divulgam obras acerca do
relacionamento entre a Consciência e o Universo, vislumbrado sob a
óptica das Físicas Quântica e Relativística. Menciono, como exemplos, os
livros de Michio Kaku (Hiperespaço, ed. Rocco, Rio de Janeiro,
RJ) e de Amit Goswami (O Universo Autoconsciente, edit. Rosa dos
Tempos, Rio de Janeiro).»
Hernâni Guimarães
Andrade
(proferido em
2001/2002, meses antes de falecer)
Dizer que vivemos num mundo
material, hoje em dia é simplesmente uma força de expressão, pois
vivemos num mundo eminentemente energético, já o dizia Albert Einstein
nos idos de 1921, através da sua fórmula bem conhecida E = mc², que
passou a ser E =
±
mc², face à antimatéria. Hoje estamos a obter comprovações bastante
importantes por parte dos físicos contemporâneos na descoberta de uma
consciência, para lá do universo das partículas.
O UNIVERSO DAS PARTÍCULAS
As partículas elementares são, até agora, consideradas as seguintes:
quarks, leptões e gluões (se bem que pelo que me consta, ainda não
tenham sido "observados" quarks isolados).
Essas micropartículas, cuja estrutura interna se baseia em quarks e/ou
antíquarks ligados, são chamados hadrões é o caso dos protões, neutrões,
mesão PI (e outros) e suas anti-partículas respectivas.
Aqui surgem duas sub-familias a dos bariões (partículas formadas por
três quarks podendo haver também antiquarks) e a dos mesões (partículas
formadas por dois quarks - um quark e um antiquark).
Depois existe uma família de partículas verdadeiramente elementares, ao
que até agora se julga, os leptões. Fazem parte dessa família os
electrões, o muão, o tau e os neutrinos de cada um deles, bem como todas
as suas anti-partículas. A diferença entre os leptões, até agora ditos
com massa, e os neutrinos é a inexistência de carga eléctrica nos
neutrinos e, possivelmente, a sua massa extraordinariamente baixa.
AS QUATRO INTERACÇÕES FUNDAMENTAIS DO UNIVERSO
Para fazer do conjunto dos terceiros actores do filme cósmico, temos que
lembrar que existem na natureza quatro interacções fundamentais entre as
partículas que constituem o Universo:
Interacção gravítica - interacção entre corpos com massa;
Interacção electromagnética - interacção entre carga eléctricas
em repouso relativo e cargas eléctricas em movimento relativo;
Interacção fraca - Interacção entre hadrões;
Interacção forte - Interacção entre quarks.
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Acelerador de
partículas do CERN |
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Para cada interacção existe
uma partícula característica de troca, ou intermediária, entre as
partículas que interagem. Essas partículas são chamadas de gluões.
Existem deste modo gluões específicos para cada interacção:
Interacção gravítica - gravitões -, ainda não observados porque é
impossível fabricá-los na Terra e difícil detectá-los no Universo;
Interacção electromagnética - fotões;
Interacção fraca - gluões fracos;
Interacção forte - gluões fortes.
A maior parte dos físicos modernos esperam encontrar uma teoria única
que englobe as quatro forças elementares numa só, ou seja, estas quatro
interacções elementares não sendo mais que aspectos diferentes de uma só
força ou interacção.
Mas afinal o que será a causa deste efeito?
Não será, o “Pensamento” do Criador de todas as coisas? Ora, vejamos.
André Luiz, In Evolução em
Dois Mundos (11), diz-nos, que: «(...) o homem no plano
espiritual, vai lidar, mais directamente, com um fluido vivo e
multiforme, estuante e inestancável, (...) absorvido pela mente humana,
em processo vitalista semelhante á respiração, pelo qual a criatura
assimila a Força emanente do Criador, esparsa em todo o Cosmos,
transubstanciando-a, sob a própria responsabilidade, para influenciar na
Criação a partir de si mesma. Esse fluido, é seu próprio pensamento
contínuo, gerando potenciais energéticos (...)». Não confundamos a
definição clássica de fluido.
Estamos perante o grande entendimento, ainda embrionário da «Mecânica do
Pensamento de Deus», gerador de toda a Criação, na conversão de
“potenciais energéticos”.
Este principio elementar de todos os outros, como Allan Kardec (9)
nos transmite, sendo a causa, a fonte, o principio, a verdadeira matriz,
nada mais que - “O Fluido Cósmico Universal”, e que os físicos esperam
encontrar, - a síntese de todas as quatro forças Universais, sujeitas a
uma só lei e a uma só partícula elementar. Allan Kardec diz-nos ainda,
que a matéria é formada de um só elemento primitivo.
Mas afinal, o que são essas quatro forças elementares, se não derivadas
do Fluido Universal, ou seja, o “Fluido Cósmico”, - “Plasma divino,
hausto do Criador, ou força nervosa do Todo-Sábio. Nesse elemento
primordial vibram e vivem Constelações, Sóis, Mundos e Seres, como
peixes no oceano”, afirma André Luiz In Evolução em Dois Mundos
(11).
Vejamos O Livro dos Espíritos (9) na pergunta 36:
O vácuo absoluto existe em alguma parte no Espaço universal?
“Não, não há o vácuo. O que te parece vazio está ocupado por matéria que
te escapa aos sentidos e aos instrumentos.”
Os físicos modernos são da mesma opinião, recentemente, contrariamente à
definição clássica de “vazio”, pois este, era entendido como um espaço
intergaláctico, interplanetário, ou interatómico, em que nada existia.
Hoje os Físicos sabem que este espaço está recheado de partículas e de
antipartículas, - energia, provando uma das definições e derivações do
Fluido Cósmico sugerido por Allan Kardec há 150 anos, em que estas
quatro interacções povoam o nosso universo, pois, são nada mais que o
Fluido Cósmico Universal na sua múltipla diversidade.
VIVEMOS NO MUNDO DAS
ENERGIAS
Iniciemos então com o axioma de que “toda matéria é energia”. Isso é
facilmente visualizado na equação proposta por Einstein, onde: E =
energia, m = massa e c2 = velocidade da luz ao
quadrado. Isto significa dizer que se acelerarmos um corpo de massa m
ao quadrado da velocidade da luz, então esse corpo se transformaria em
energia pura.
Se como vimos acima,
energia é matéria “acelerada”, a mesma equação nos permite dizer que
matéria é energia “coagulada”, de onde depreendemos que matéria e
energia são a mesma coisa em estados diferentes. A primeira com uma
energia potencial máxima ou quase, e a segunda com uma energia cinética
máxima ou quase.
Seja qual for o estado energético ou material, os dois são de entropia
positiva, o que significa que tendem a um dado momento tempo-espacial, a
se desorganizarem. Tanto é assim, que tudo o que percebemos e conhecemos
no nosso universo está em constante mutação.
Por outro lado, se analisarmos o “Modelo dos Domínios de Frequência
Tiller-Einstein do espaço-tempo”, onde o Dr. Willian Tiller da
Universidade de Stanford, USA, acrescentou à fórmula de Eisten a
constante de proporcionalidade de Einstein-Lorentz (Ö[1-v2/c2]),
teremos:
ESPAÇO-TEMPO NEGATIVO -
O MUNDO ESPIRITUAL
Fisicamente, uma partícula acelerada à velocidade da luz gasta uma
energia exponencialmente maior, até que em certo ponto o aumento de sua
velocidade necessita de uma energia astronomicamente grande, quando se
insere números maiores que o da velocidade da luz na equação de
Einstein-Lorentz.
O matemático Dr. Charles
Muses que parte do postulado da sua validade, deu a eles o nome de
hipernúmeros.
Os hipernúmeros traduzem efeitos de energias superiores às da luz em
velocidade. A partir do seu postulado, Muses elaborou um gráfico onde
temos uma imagem em espelho:
A matéria espaço-tempo positivo só pode existir abaixo da velocidade da
luz, ou no universo espaço-tempo físico. A esfera espaço-tempo negativo
é composta por partículas que se deslocam à velocidades maiores que a da
luz. Essas partículas hipotéticas foram denominadas de Taxion.
Podemos tirar a ilação de que esse universo espaço-tempo negativo é o
universo do plano espiritual, de massa negativa e entropia negativa,
onde o grau de desorganização tende a zero, em outras palavras,
“imutável” ou “eterno”.
Sabemos ainda, que 90% da matéria existente no Universo é desconhecida,
a chamada “matéria escura”.
O Livro dos Espíritos (9) esclarece:
84. Os Espíritos constituem um mundo à parte, fora daquele que vemos?
- “Sim, o mundo dos Espíritos, ou das inteligências incorpóreas.”
85. Qual dos dois, o mundo espírita ou o mundo corpóreo, é o principal,
na ordem das coisas?
“O mundo espírita, que preexiste e sobrevive a tudo.”
86. O mundo corporal poderia deixar de existir, ou nunca ter existido,
sem que isso alterasse a essência do mundo espírita?
- “Decerto. Eles são independentes; contudo, é incessante a correlação
entre ambos, porquanto um sobre o outro incessantemente reagem.”
Na “Introdução” do mesmo livro no cap. VI lê-se Kardec:
«Vamos resumir, em poucas palavras, os pontos principais da doutrina que
nos transmitiram, a fim de mais facilmente respondermos a certas
objecções.
'Os seres materiais constituem o mundo visível ou corpóreo, e os seres
imateriais, o mundo invisível ou espírita, isto é, dos Espíritos'.
'O mundo espírita é o mundo normal, primitivo, eterno, preexistente e
sobrevivente a tudo'.
'O mundo corporal é secundário; poderia deixar de existir, ou não ter
jamais existido, sem que por isso se alterasse a essência do mundo
espírita'.»
A FÍSICA MODERNA
LEVA-NOS AO ENCONTRO DO ESPÍRITO E DE DEUS
A física quântica pode constituir uma ponte entre a ciência e o mundo
espiritual, pois segundo ela, pode–se “reduzir” a matéria, de forma
subjectiva e no domínio do abstracto, até à consciência - causa da
“intelectualidade” da matéria. A consciência transforma as
possibilidades da matéria em realidade, transformando as possibilidades
quânticas em factos reais. Essa consciência deve apresentar uma unidade
e transcender o tempo, espaço e matéria. Não é algo material, na
realidade, é a base de todos os seres.
Recordemos o professor de Lyon In O Livro dos Espíritos (9):
23. Que é o Espírito?
- “O princípio inteligente do Universo.”
a) - Qual a natureza íntima do Espírito?
- “Não é fácil analisar o Espírito com a vossa linguagem. Para vós, ele
nada é, por não ser palpável. Para nós, entretanto, é alguma coisa.”
Tanto é assim, que os físicos teóricos postulam a existência de uma
“partícula”, que seria a partícula “fundamental”, que ainda não foi
encontrada, mas a qual o Prémio Nobel da física, Leon Lederman, denomina
a “partícula divina”. Partícula essa decisiva pois é ela que determina a
massa das restantes, bem como a coesão dada pela gravidade dos 90% do
universo ainda desconhecido.
Leiamos Kardec In O Livro dos Espíritos (9):
25. O Espírito independe da matéria, ou é apenas uma propriedade desta,
como as cores o são da luz e o som o é do ar?
- “São distintos uma do outro; mas, a união do Espírito e da matéria é
necessária para intelectualizar a matéria.”
26. Poder-se-á conceber o Espírito sem a matéria e a matéria sem o
Espírito?
- “Pode-se, é fora de dúvida, pelo pensamento.”
Cabe lembrar que os físicos, a partir das pesquisas do norte-americno
Murray Gel Mann nos aceleradores de partícula, já admitem a existência
de um domínio externo ao mundo cósmico dito material onde provavelmente
existam agentes activos também chamados frameworkers, capazes de actuar
sobre a energia do Universo, modulando-a e dando-lhe formas de partícula
atómica, ou seja por outras palavras - o espírito, chamado também
“Agente Estruturador” por vários físicos teóricos
Retomemos novamente o mestre lionês In O Livro dos Espíritos (9):
76. Que definição se pode dar dos Espíritos?
- “Pode dizer-se que os Espíritos são os seres inteligentes da criação.
Povoam o Universo, fora do mundo material.”
536. São devidos a causas fortuitas, ou, ao contrário, têm todos um fim
providencial, os grandes fenómenos da Natureza, os que se consideram
como perturbação dos elementos?
- “Tudo tem uma razão de ser e nada acontece sem a permissão de Deus.”
b) - Concebemos perfeitamente que a vontade de Deus seja a causa
primária, nisto como em tudo; porém, sabendo que os Espíritos exercem
acção sobre a matéria e que são os agentes da vontade de Deus,
perguntamos se alguns dentre eles não exercerão certa influência sobre
os elementos para os agitar, acalmar ou dirigir?
- “Mas evidentemente. Nem poderia ser de outro modo. Deus não exerce
acção directa sobre a matéria. Ele encontra agentes dedicados em todos
os graus da escala dos mundos.”
A TEORIA DAS SUPERCORDAS
E A DIMENSÃO PSI
Outra teoria quântica, que vem de encontro a existência de uma
“partícula divina consciêncial” no final da escala das partículas
subatómicas, é a teoria das supercordas. Essa teoria foi melhorada e é
defendida por um dos físicos teóricos mais respeitados da actualidade
Edward Witten, professor do Institute for Advanced Study em Princeton,
EUA. De maneira bastante simples e resumida, a teoria das supercordas
postula que os quarks, mais ínfima partícula subatómica conhecida até o
momento, estariam ligados entre si por “supercordas” que, de acordo com
sua vibração, dariam a “tonalidade” específica ao núcleo atómico a que
pertencem, dando assim as qualidades físico-químicas da partícula em
questão.
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Querer imaginá-las é como
tentar conceber um ponto matemático: é impossível, por enquanto. Além
disso, são inimaginavelmente pequenas. Para termos uma ideia: o planeta
Terra é dez a vinte ordens grandeza mais pequeno do que o universo, e o
núcleo atómico é dez a vinte ordens de grandeza mais pequeno que do que
a Terra. Pois bem, uma supercorda é a dez a vinte ordens mais pequena do
que o núcleo atómico.
O professor Rivail, esclarece In O Livro dos Espíritos (9):
30. A matéria é formada de um só ou de muitos elementos?
- “De um só elemento primitivo. Os corpos que considerais simples não
são verdadeiros elementos, são transformações da matéria primitiva.”
Ou seja, é a vibração dessas infinitesimais “cordinhas” que seria
responsável pelas características do átomo a que pertencem. Conforme
vibrem essas “cordinhas” dariam origem a um átomo de hidrogénio, hélio e
assim por diante, que por sua vez, agregados em moléculas, dão origem a
compostos específicos e cada vez mais complexos, levando-nos a pelo
menos 11 dimensões.
Corrobora Allan Kardec In O Livro dos Espíritos (9):
79. Pois que há dois elementos gerais no Universo: o elemento
inteligente e o elemento material, poder-se-á dizer que os Espíritos são
formados do elemento inteligente, como os corpos inertes o são do
elemento material?
- “Evidentemente. Os Espíritos são a individualização do princípio
inteligente, como os corpos são a individualização do princípio
material.”
64. Vimos que o Espírito e a matéria são dois elementos constitutivos do
Universo. O princípio vital será um terceiro?
- “É, sem dúvida, um dos elementos necessários à constituição do
Universo, mas que também tem sua origem na matéria universal modificada.
É, para vós, um elemento, como o oxigénio e o hidrogénio, que,
entretanto, não são elementos primitivos, pois que tudo isso deriva de
um só princípio.”
Essa teoria traz a ilação de que tal tonalidade vibratória fundamenta é
dada por algo ou alguém, de onde abstraímos a “consciência” como factor
propulsor dessas cordas quânticas. Assim sendo, isso ainda mais nos faz
pensar numa unidade consciencial vibrando a partir de cada objecto, de
cada ser.
Complementa Kardec In O Livro dos Espíritos (9):
615. É eterna a lei de Deus?
- “Eterna e imutável como o próprio Deus.”
621. Onde está escrita a lei de Deus?
- “Na consciência.”
Seguindo esta teoria e embarcando na ideia lançada por André Luiz In
Evolução em Dois Mundos (11), onde somos co-criadores dessa
consciência universal, e cada vez mais responsáveis por gerir o estado
vibracional das nossas próprias “cordinhas” – a chamada dimensão Psi por
vários investigadores espiritas -, à medida que delas nos
conscientizemos, chegaremos a harmonia perfeita quando realmente
entrarmos em sintonia com a consciência geradora que está em nós, e
também no todo, vulgarmente conhecida por Deus, ou como alguns físicos
teóricos sustentam “O Supremo Agente Estruturador”
Leiamos o Codificador In O Livro dos Espíritos (9):
5. Que dedução se pode tirar do sentimento instintivo, que todos os
homens trazem em si, da existência de Deus?
- “A de que Deus existe; pois, donde lhes viria esse sentimento, se não
tivesse uma base? É ainda uma consequência do princípio - não há efeito
sem causa.”
7. Poder-se-ia achar nas propriedades íntimas da matéria a causa
primária da formação das coisas?
- “Mas, então, qual seria a causa dessas propriedades? É indispensável
sempre uma causa primária.”
Interpretemos Allan Kardec In A Génese (10) Cap. II – A
Providência:
20. - A providência é a solicitude de Deus para com as suas criaturas.
Ele está em toda parte, tudo vê, a tudo preside, mesmo às coisas mais
mínimas. É nisto que consiste a acção providencial.
«Como pode Deus, tão grande, tão poderoso, tão superior a tudo,
imiscuir-se em pormenores ínfimos, preocupar-se com os menores actos e
os menores pensamentos de cada indivíduo?» Esta a interrogação que a si
mesmo dirige o incrédulo, concluindo por dizer que, admitida a
existência de Deus, só se pode admitir, quanto à sua acção, que ela se
exerça sobre as leis gerais do Universo; que este funcione de toda a
eternidade em virtude dessas leis, às quais toda criatura se acha
submetida na esfera de suas actividades, sem que haja mister a
intervenção incessante da Providência.
Esta consciência única do raciocínio quântico, transforma-se em dois
elementos: um objectivo e outro subjectivo. O subjectivo chamamos de ser
quântico, universal, indivisível. A individualização desse ser é
consequência de um condicionamento. Esse ser quântico é a maneira como
pensamos em Deus, que é o ser criador dentro de nós.
Voltemos ao génio de Lyon In A Génese (10) Cap. II – A
Providência:
34. – Sendo Deus a essência divina por excelência, unicamente os
Espíritos que atingiram o mais alto grau de desmaterialização o podem
perceber. Pelo facto de não o verem, não se segue que os Espíritos
imperfeitos estejam mais distantes dele do que os outros; esses
Espíritos, como os demais, como todos os seres da Natureza, se encontram
mergulhados no fluido divino, do mesmo modo que nós o estamos na luz.
Geralmente, nós interpretamos Deus como algo unicamente externo.
Pensamos em Deus como um ser separado de nós. Isso é a causa dos
conflitos. Se Deus também está dentro de nós, podemos mudar por nossa
própria vontade. Mas se acreditamos que Deus está exclusivamente do lado
de fora, então supomos que só Ele pode nos mudar e não nos transformamos
pela nossa própria vontade. Não podemos excluir a nossa vontade, dizendo
que tudo ocorre pela vontade de Deus. Temos de reconhecer o deus que há
em nós, como afirmou o Doce Amigo há 2000 anos. Então seremos livres.
Allan Kardec atesta In A Génese (10) Cap. II – A Providência:
24. – (...) Achamo-nos então, constantemente, em presença da Divindade;
nenhuma das nossas acções lhe podemos subtrair ao olhar; o nosso
pensamento está em contacto ininterrupto com o seu pensamento, havendo,
pois, razão para dizer-se que Deus vê os mais profundos refolhos do
nosso coração. Estamos nele, como ele está em nós, segundo a palavra do
Cristo.
Para estender a sua solicitude a todas as criaturas, não precisa Deus
lançar o olhar do Alto da imensidade. As nossas preces, para que ele as
ouça, não precisam transpor o espaço, nem ser ditas com voz retumbante,
pois que, estando de contínuo ao nosso lado, os nossos pensamentos
repercutem nele.
O LIVRO DOS ESPÍRITOS:
UMA OBRA ACTUAL E DE REFERÊNCIA
A Física continua a dar ao Espiritismo, ainda que os físicos de tal
não se apercebam, ou melhor, não queiram por enquanto se aperceber, uma
contribuição gigantesca na confirmação dos postulados espíritas, que de
maneira nenhuma nós, os espíritas, poderemos subestimar. Existe uma
ciência espírita, com uma metodologia de ciência, assentada nas questões
espirituais, mais do que possamos imaginar, e a prova disso é O Livro
dos Espíritos (9) - uma obra actual - um manancial para a
Física Moderna. Trazendo-nos um novo conceito básico sobre a visão macro
e microcósmica de Deus (ao defini-Lo como “a inteligência suprema, causa
primária de todas as coisas”) do Espírito e da Matéria propriamente dita
Concluímos com Allan Kardec In O Livro dos Espíritos (9)
resumindo toda esta teoria da Física Moderna de forma magistral,
simplesmente espantoso, acreditem...:
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27. Há então dois elementos
gerais do Universo: a matéria e o Espírito?
- “Sim e acima de tudo Deus, o criador, o pai de todas as coisas. Deus,
espírito e matéria constituem o princípio de tudo o que existe, a
trindade universal. Mas ao elemento material se tem que juntar o fluido
universal, que desempenha o papel de intermediário entre o Espírito e a
matéria propriamente dita, por demais grosseira para que o Espírito
possa exercer acção sobre ela. Embora, de certo ponto de vista, seja
lícito classificá-lo com o elemento material, ele se distingue deste por
propriedades especiais. Se o fluido universal fosse positivamente
matéria, razão não haveria para que também o Espírito não o fosse. Está
colocado entre o Espírito e a matéria; é fluido, como a matéria, e
susceptível, pelas suas inumeráveis combinações com esta e sob a acção
do Espírito, de produzir a infinita variedade das coisas de que apenas
conheceis uma parte mínima. Esse fluido universal, ou primitivo, ou
elementar, sendo o agente de que o Espírito se utiliza, é o princípio
sem o qual a matéria estaria em perpétuo estado de divisão e nunca
adquiriria as qualidades que a gravidade lhe dá.”
* Engenheiro Aeroespacial e
Investigador da ESA – Agência Espacial Europeia
Prof. Dr. em Astrofísica e Cosmologia
Dirigente do
CECA - Centro Espírita Caridade por Amor da cidade do
Porto
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BIBLIOGRAFIA
(1) Dyson, Freeman em INFINITO EM TODAS AS DIRECÇÕES - Edições
Gradiva - 1990 - Portugal
(2) Greene, Brian em O UNIVERSO ELEGANTE - Edições Gradiva - 2000 -
Portugal
(3) Hawking, Stephen em BREVE HISTÓRIA DO TEMPO (Edição actualizada e
aumentada, comemorativa do 1º Aniversário) - Edições Gradiva - 2000 -
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(4) Hawking, Stephen em O FIM DA FÍSICA - Edições Gradiva - 1994 -
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(5) Homepage,
CERN - ORGANISATION EUROPEENNE POUR LA RECHERCHE
NUCLEAIRE
(6) Homepage,
ESA - EUROPEAN SPACE AGENCY
(7) Homepage,
FERMILAB - FERMI NATIONAL ACCELERATOR LABORATORY
(8) Homepage,
NASA - NATIONAL AERONAUTICS & SPACE ADMINISTRATION
(9) Kardec, Allan em O LIVRO DOS ESPÍRITOS - Edições FEB 76ª edição
(10) Kardec, Allan em A GÉNESE - Edições FEB 36ª edição
(11) Luiz, André em EVOLUÇÃO EM DOIS MUNDOS - Edições FEB 12ª edição
(12) Reeves, Hubert em O PRIMEIRO SEGUNDO - Edições Gradiva - 1996 -
Portugal
(13) Sagan, Carl em UM MUNDO INFESTADO DE DEMÓNIOS - Edições Gradiva -
1997 - Portugal
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